Feminismo Desmedido

Feminismo Desmedido é uma coluna composta por três mulheres e que retrata a vivência e militância Feminista em diferentes estados brasileiros.

Gleica Reinert é uma delas, natural de Blumenau – SC. É sagitariana, Bacharel em Ciências Contábeis e considera-se Feminista a pelo menos quatro anos. Descobriu o feminismo após pensar a respeito da sua infância, quando familiares insistiam para que ela fosse mais feminina. Não gostava da cor Rosa, nem de saia. Praticava esportes em meio aos meninos da turma. Não simpatizava, desde cedo, com a diferença entre gêneros. Num dia qualquer, em meio a suas leituras diárias na internet, deparou-se com um blog Feminista. Daquele momento em diante não parou mais de ler sobre o assunto. Foi assim que percebeu que não era a única a pensar daquela forma. Hoje é integrante do Coletivo Feminista Casa da Mãe Joana. Ama música, os animais e aprecia as coisas simples da vida.

Também de Blumenau, Ariane Blum é estudante de Direito, comunista e militante dos movimentos sociais. Afirma que desde muito pequena já era chamada de Feminista pela família por sua personalidade questionadora e firme. Não entendia o porquê de seu irmão não ajudar nos afazeres domésticos e interpelava isso. Mais tarde, frequentando a faculdade de História, começou a ter contato com o pensamento progressista e percebeu que a luta por igualdade não pode ser restrita. Segundo ela a revolução é plural e precisa considerar os recortes de gênero, raça e classe. Enfim, a revolução é de todas as minorias.

Viviane Martins, natural de Pelotas – RS, é Bacharel em Ciências Econômicas, define-se feminista a pelo menos dez anos. Simone de Beauvoir é sua maior inspiração. Não se considera de nenhuma corrente ideológica específica, embora simpatize muito com Feminismo Radical e Marxista. Atuou em cooperativas de Economia Solidária formadas por mulheres. Sempre se sentiu estranha por gostar de atividades consideradas masculinas como futebol, rock e economia. A internet a ajudou a encontrar pessoas com o mesmo sentimento de estranheza e passou a junto com essas pessoas, questionar gênero.

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Juntas elas têm por objetivo expor suas vivências e mostrar a outras pessoas que o Feminismo existe e que o movimento deve ser aberto, claro e desmedido. Principalmente, desejam que todos entendam que Feminismo não é, nem nunca será, o contrário de machismo.

“Que nada nos defina, que nada nos sujeite. Que a liberdade seja a nossa própria substância, já que viver é ser livre.” (Simone de Beauvoir)

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