Feministas: Nós existimos e resistimos.

Por mais que o machismo ~nosso~ de cada dia queira nos calar, eles não estão conseguindo. Podem falar que é vitimismo; que é pra chamar atenção; que é coisa de quem não tem mais o que fazer. Podem até falar que é coisa de mulher feia, gorda, sapatão. Pode bater pé, chamar de extremista, e ficar de mimimi que isso não leva à nada. Queria apenas dizer que vocês estão enganados em todos esses pontos, queridinhos! (Aliás, não pode nada disso que eu escrevi não. O que pode é respeitar as mulheres!)

Blog Escreva Lola Escreva
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Recentemente houveram duas campanhas virtuais que viralizaram. Primeiro, a #meuprimeiroassédio e logo depois a #meuamigosecreto. Ambas as campanhas tinham o mesmo sentido: conscientizar e fazer com que as mulheres escrevessem sobre as agressões sofridas ao longo de suas vidas. A intenção era que o máximo de mulheres percebam que não estão sozinhas e que não devem se calar. Não ter vergonha por sofrer agressões, pelo contrário, tem que ter é coragem para denunciar.

campanhasComo já éra de se esperar, ouviu-se mais uma vez todas as baboseiras de sempre. Pessoas julgando as campanhas e menosprezando tudo o que éra escrito lá. Geralmente quando pessoas não estão próximas a outras que tem esse tipo de problema (ou que não falam para elas que têm esse problema), elas acham que o problema não existe. Empatia zero. Prestem atenção nas notícias diárias, nos jornais, etc. Vejam quantas mulheres vivem assustadas, dentro de suas casas, muitas vezes até escondidas, com medo de sofrer mais uma vez com a violência. Prestem atenção em quantas mulheres são MORTAS CRUELMENTE por seus companheiros, ex-companheiros ou até mesmo desconhecidos que acharam que por serem homens, podiam abusar delas. Isso não é invenção, é realidade diária.

Blog Escritos Feministas
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A mídia mais bem paga, evita falar em Feminismo e ela não mostra os reflexos positivos que ele traz para a sociedade. Essa mídia não divulga que após o #meuprimeiroassédio o número de queixas de violência contra a mulher no Disque-Denúncia (180) aumentou 40% em relação ao ano passado. Esses dados foram divulgados pela Central de Atendimento à Mulher e equivalem à 63.090 denúncias.

Se ainda assim você achar que o Feminismo não serve para nada e que isso é tudo invenção da nossa cabeça, melhor procurar um psicólogo e/ou psiquiatra.

Não importa quantos queiram nos calar,

NÓS EXISTIMOS E RESISTIMOS, SEMPRE.

Pela Vida das Mulheres!

Pelos Direitos das Mulheres!

Pela Não-Violência contra as mulheres!

JUNTAS, SOMOS MAIS FORTES.

Gleica Reinert é pós graduanda em Gestão Tributária pelo INPG Business School. Natural de Blumenau – SC, ama música, os animais e aprecia as coisas simples da vida.

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