Um pequeno guia das tribos do pensamento econômico

Como eu sei que muitos leitores deste site são das Humanas com H maiúsculo, e Economia é uma humana com h minúsculo, alguns podem fazer confusões sobre as correntes de pensamento econômico. Já vi textos de pessoas das Humanas com H maiúsculo fazendo algumas confusões. Por isso, resolvi fazer esse guia fácil de correntes do pensamento econômico. Enfoquei a Macroeconomia, porque é o ramo onde tem os debates mais quentes. Então vamos lá.

 

Paleo Keynesiana (ou Keynesiana da Síntese Neoclássica)

Principais proposições: No longo prazo, a economia tem tendência de se equilibrar no nível de pleno emprego, mas no curto prazo, pode haver equilíbrio com desemprego involuntário, por causa de falta de confiança dos empresários e por causa de rigidez de preços e salários. Como chegar ao longo prazo é doloroso, os governos podem encurtar este caminho, fazendo políticas fiscal e monetária expansionistas para atingir mais rápido o pleno emprego. O modelo IS-LM (que concurseiros conhecem bem) descreve o funcionamento dessas políticas. Os Paleo Keynesianos aceitam as proposições da economia neoclássica para a análise microeconômica e para a análise de crescimento de longo prazo e as proposições do Keynes para a análise macroeconômica de curto prazo. Por isso eles fizeram a “síntese”.

Data: Surgiu no final da década de 1940, nos Estados Unidos. Foi mainstream e depois declinou a partir do início da década de 1970.

Descrição: Ortodoxa

Uso de linguagem matemática: Médio

Principais proponentes mortos: Paul Samuelson, Robert Sollow, James Tobin, Franco Modigliani

Principais proponentes vivos: Poucos, uma vez que esta corrente declinou. O principal atualmente é o Paul Krugman

O que seus proponentes amam: O modelo IS-LM

O que seus proponentes odeiam: Nada, uma vez que eles pretenderam fazer uma síntese

Onde é forte: Em lugar nenhum, uma vez que sofreu declínio

Principais críticas: Incompatibilidade entre a análise microeconômica e a macroeconômica, dificuldade de explicar a existência simultânea de inflação e estagnação, conhecida popularmente como estagflação

 

Monetarista

Principais proposições: O nível de preços é determinado pela quantidade de moeda. No curto prazo, uma variação da quantidade de moeda pode ter impacto no PIB, mas no longo prazo, a variação da quantidade de moeda tem impacto apenas no nível de preços. Políticas fiscal e monetárias ativistas mais atrapalham do que ajudam. A única política monetária deve ser a de crescer a quantidade de moeda conforme cresce o PIB.

Data: Surgiu no final de década de 1960 nos Estados Unidos. Deixou de ser muito importante a partir da década de 1980.

Descrição: Ortodoxa

Uso de linguagem matemática: Médio

Principais proponentes mortos: Milton Friedman, Anna Schwarts, Phillip Cagan

Principais proponentes vivos: Difícil encontrar. Esta corrente ficou démodé.

O que seus proponentes amam: A teoria quantitativa da moeda

O que seus proponentes odeiam: Política fiscal ativista

Onde é forte: Em lugar nenhum, uma vez que sofreu declínio

Principais críticas: No mundo atual, com taxas reais de juros próximas de zero nos países desenvolvidos, é possível perceber que políticas fiscais ativistas têm efeito sobre o produto, ao contrário do que os monetaristas pregavam. Isto pode ser visto principalmente a partir das crises de 2001 e 2008.

 

Novo Clássica

Principais proposições: Os agentes econômicos têm expectativas racionais, e os preços têm poder de se ajustar rapidamente para equilibrar oferta e demanda. Portanto, uma variação de quantidade de moeda ou de gastos públicos tem efeito nulo sobre o produto no longo e até mesmo no curto prazo. As flutuações do PIB podem ser explicadas pelo “ciclo real de negócios”, causados principalmente por variações de tecnologia e decisões dos agentes econômicos sobre quando poupar ou quando gastar. Tentativas do governo de interferir nestes ciclos mais atrapalham do que ajudam. Os novos clássicos consideram que a análise macroeconômica não pode ser separada da análise microeconômica, e os modelos matemáticos novo clássicos sobre Macroeconomia são muito semelhantes aos modelos de Microeconomia.

Data: Surgiu em meados da década de 1970 nos Estados Unidos. É muito relevante até hoje.

Descrição: Ortodoxa

Uso de linguagem matemática: Alto

Principais proponentes mortos: Como é uma corrente razoavelmente recente, seus fundadores estão vivos, bem velhinhos

Principais proponentes vivos: Robert Lucas, Thomas Sargent, Robert Barro, Edward Prescott, Finn Kydland

O que seus proponentes amam: Modelos matemáticos de equilíbrio geral com matemática bem complexa

O que seus proponentes odeiam: Tudo que tem a ver com impacto da demanda sobre o produto, notadamente o modelo IS-LM

Onde é forte: Em universidades interioranas nos Estados Unidos, notadamente Chicago e Minnesota. Por isso, seus proponentes são chamados de “economistas de água doce”. No Brasil, tem grande influência na PUC-RJ e na FGV-RJ.

Principais críticas: A desinflação dos Estados Unidos na primeira metade dos anos 1980, feita com políticas monetárias restritivas, causou elevação do desemprego, ao contrário do que os novos clássicos, que influenciaram esta política, previram. As evidências empíricas dos modelos de “ciclos reais de negócios” são muito frágeis. Estes modelos têm dificuldade de explicar a Grande Depressão dos anos 1930.

 

Novo Keynesiana

Principais proposições: As mesmas que as dos Novos Clássicos, com uma pequena diferença: os Novos Keynesianos consideram que os preços e salários são rígidos no curto prazo, e que por isso, pode haver equilíbrio com desemprego involuntário no curto prazo, e que, portanto, poderiam ser feitas políticas fiscais e monetárias ativas para a estabilização. Os Novos Keynesianos utilizam a Microeconomia para explicar a rigidez de curto prazo de preços e salários: custos de elaborar um novo menu, oligopólios, salários de eficiência (empresas pagando salários acima do equilíbrio de mercado para incentivar trabalhadores a se esforçarem mais). Os Novos Keynesianos negligenciam a questão da demanda efetiva, abordada por Keynes. Como não há muitas diferenças com os Novos Clássicos, e como os Novos Keynesianos não são tão keynesianos assim, seria perfeitamente possível chamar os Novos Clássicos de “Novos Clássicos Dogmáticos” e os Novos Keynesianos de “Novos Clássicos Pragmáticos”. Os Novos Keynesianos também poderiam ser chamados de “Novos Monetaristas”, uma vez que também consideram que as políticas monetárias não são neutras no curto prazo, mas são neutras no longo prazo.

Data: Surgiu no início dos anos 1980 nos Estados Unidos. É a corrente mais mainstream até os dias atuais. Os principais livro-textos de Macroeconomia utilizados em graduação e pós-graduação foram escritos por novos keynesianos.

Descrição: Ortodoxa

Uso de linguagem matemática: Alto

Principais proponentes mortos: Como é uma corrente razoavelmente recente, seus fundadores estão vivos

Principais proponentes vivos: No braço politicamente conservador, Greg Mankiw, David Romer e Stanley Fischer. No braço politicamente progressista, Joseph Stiglitz, George Akerlof, Brad DeLong e Paul Krugman jovem (quando este envelheceu, ficou mais progressista ainda e virou Paleo Keynesiano). No braço politicamente mais ou menos, Olivier Blanchard e Larry Summers

O que seus proponentes amam: Um pouco da contribuição de cada corrente anterior

O que seus proponentes odeiam: A ideia de que existem correntes rivais de pensamento econômico. Eles acham que a ciência econômica, mais do que um conflito entre diferentes visões, é um constante acúmulo de conhecimento, e que eles seriam o resultado mais bem acabado deste acúmulo.

Onde é forte: Nas universidades das costas leste e oeste dos Estados Unidos: Harvard, MIT, Yale, Princeton, Columbia, Berkley. Por isso, seus proponentes são chamados de “economistas de água salgada”. Muitos dos principais economistas do Fed, do FMI e do Banco Mundial podem ser chamados de Novos Keynesianos.

Principais Críticas: Os keynesianos mais keynesianos do que os novos (os paleo e os pós) consideram que os Novos Keynesianos são quase nada keynesianos. Não abordam o problema da demanda efetiva como resultado de entesouramento de moeda. As crises ocorridas depois dos crashes de 1929, 2001 e 2008 não poderiam ser explicadas apenas por causa de rigidez de preços. A sofisticação matemática excessiva e a ênfase na fundamentação na Microeconomia, incorporadas dos Novos Clássicos, seriam desnecessárias.

 

Austríaca

Principais proposições: A economia tem diversos estágios da produção. O estágio final da produção é aquele que produz bens finais que satisfazem preferências individuais de consumidores. Os estágios iniciais são aqueles que produzem insumos e bens de capital. Aumento da taxa de poupança faria os investimentos se deslocarem do estágio final da produção para os estágios iniciais, diminuindo a produção do estágio final no curto prazo, mas aumentando no longo prazo. Flutuações do produto seriam resultado de mudança de alocação de capital e trabalho de um estágio de produção para o outro. Tentativas do governo de interferir neste processo seriam prejudiciais.

Data: Surgiu por volta de 1870, na Áustria (dããã). Teve importância na década de 1930, através de economistas nascidos na Áustria e residentes na Inglaterra.

Descrição: Em geral, heterodoxa, embora o grupo do Hayek tenha se aproximado da ortodoxia

Uso de linguagem matemática: Médio

Principais proponentes mortos: Carl Menger, Böhn von Bawerk, Ludwig Von Mises, Friedrich Hayek

Principais proponentes vivos: Israel Kirzner, Bryan Caplan

O que seus proponentes amam: o livre mercado

O que seus proponentes odeiam: a intervenção estatal. Alguns preferem ditaduras de direita com pouca intervenção estatal a democracia com muita intervenção estatal.

Onde é forte: embora o mainstream do pensamento econômico possa ser considerado mais conservador do que a média das outras ciências sociais, a Escola Austríaca não é mainstream. Está à direita do mainstream. Tem um ou outro expoente espalhado em diferentes universidades, mas não domina departamentos inteiros de Economia. Tem mais influência em think-thanks de direita, como o Cato e o Heritage, do que em universidades.

Principais críticas: A Escola Austríaca é criticada tanto por inconsistências internas de seus modelos, quando pela adequação deles à realidade. Sobre a inconsistência interna dos modelos, nota-se que se o aumento do desemprego fosse causado pela realocação de trabalho entre os diferentes estágios da produção, como dizem os austríacos, ele ocorreria em recessões e expansões, e não apenas em recessões, como realmente ocorre. Até mesmo economistas conservadores de escolas mais mainstream, como a monetarista e a novo keynesiana, criticam os austríacos, alegando que a falta de matemática cria buraco nas teorias. Sobre o problema da adequação da teoria à realidade, nota-se que os países desenvolvidos tiveram elevadas taxas de crescimento do PIB entre 1950 e 1973, mesmo com bastante presença do Estado na economia.

 

Pós Keynesiana

Principais proposições: A economia pode (e na maioria das vezes isto acontece) se equilibrar com desemprego involuntário por insuficiência de demanda efetiva porque não há qualquer mecanismo automático no mercado que faça com que a poupança dos agentes econômicos seja utilizada para o investimento. A poupança pode não se transformar em investimento porque agentes econômicos poderiam preferir reter dinheiro ao invés de emprestá-lo, mesmo se a taxa real de juros for positiva, porque a liquidez oferecida pelo dinheiro ofereceria mais segurança em um mundo incerto. O equilíbrio com desemprego involuntário é possível até mesmo com perfeita flexibilidade de preços e salários. Nem mesmo no longo prazo a economia teria mecanismos automáticos de retorno ao pleno emprego. Por isso, o Estado teria papel importante em realizar políticas fiscais e monetárias ativas para evitar o desemprego, o subconsumo e o subinvestimento. A Escola Pós Keynesiana não é unificada. Há pós keynesianos que preferem retomar a obra original de Keynes. Há pós keynesianos que preferem conciliar a obra de Keynes com a de pensadores não neoclássicos. De qualquer maneira, os pós keynesianos são aqueles que se consideram os verdadeiros keynesianos.

Data: Surgiu no final da década de 1970 nos dois lados do Atlântico

Descrição: Heterodoxa

Uso de linguagem matemática: Baixo

Principais proponentes mortos: Michal Kalecki (morreu em 1970, seria um pré pós keynesiano), Joan Robinson, Hyman Minsky

Principais proponentes vivos: Paul Davidson, Philip Arestis, Victoria Chick, Fernando Cardim de Carvalho, Davi Dequech

O que seus proponentes amam: A Teoria Geral do Emprego, dos Juros e da Moeda

O que seus proponentes odeiam: Modelos neoclássicos, até mesmo os incorporados ao Paleo Keynesianismo e ao Novo Keynesianismo

Onde é forte: Não é uma escola mainstream. No Primeiro Mundo, os pós keynesianos têm importância em Camdbridge, Inglaterra. Em outros países, há um ou outro em diferentes universidades, mas não chegam a dominar um departamento de economia. No Brasil, os pós keynesianos têm bastante presença nos Institutos de Economia da Unicamp e da UFRJ. Muitos professores destes dois institutos fazem parte da Associação Keynesiana Brasileira. As principais publicações dos pós keynesianos estão presentes no Journal of Post Keynesian Economics.

Principais críticas: Críticos dizem que buscar compreender o que um pensador escreveu em 1936 é de interesse somente para a história do pensamento econômico, e não para a análise econômica. Também é criticada a falta de atenção às mudanças tecnológicas e ao crescimento de longo prazo, temas que não eram de interesse de Keynes durante a Depressão dos anos 1930. A falta de formalização em modelos matemáticos é outro motivo de crítica.

 

Estruturalista

Principais proposições: Os preços de commodities naturais têm tendência de queda em comparação com os preços de produtos manufaturados. Por isso, os países periféricos precisam de industrializar para escapar do subdesenvolvimento. Como isto ocorre em um período em que a industrialização já apresenta grandes economias de escala e requer grande quantidade de capital, a industrialização não pode ocorrer sem apoio do Estado. Isto mudaria as estruturas produtivas do país, disto vem o nome. O aumento da renda da população pobre auxilia a industrialização, pois cria um mercado para indústrias com grandes economias de escala. A industrialização de países periféricos não poderia ser analisada apenas como um fenômeno econômico, daí a necessidade de interação com outras ciências sociais.

Data: Surgiu com a CEPAL, no final da década de 1940. Declinou a partir da década de 1960. As ideias que surgiram na Unicamp na década de 1970 podem ser consideradas uma continuação do estruturalismo.

Descrição: Heterodoxa

Uso de linguagem matemática: Baixo

Principais proponentes mortos: Raul Prebisch e Celso Furtado

Principais proponentes vivos: Carlos Lessa, Maria da Conceição Tavares, Bresser Pereira, Luiz Gonzaga Belluzzo (embora este também possa ser um pós keynesiano e também um marxista)

O que seus proponentes amam: todas as ciências humanas

O que seus proponentes odeiam: teorias completamente abstratas, a-históricas, muito matematizadas e focadas no indivíduo representativo

Onde é forte: Por ser uma teoria que teve declínio de importância nos últimos 50 anos, não é fácil de ser encontrada. Está um pouco mais presente nos Institutos de Economia da Unicamp e da UFRJ

Principais críticas: A falta de formalização em linguagem matemática dificulta a aceitação no Primeiro Mundo. A relação prevista entre melhoria da distribuição de renda e industrialização nos países em desenvolvimento acabou não acontecendo. Os países em desenvolvimento que mais se industrializaram foram os que conseguiram colocar mercadorias mais baratas no mercado mundial, ou seja, os que fizeram industrialização com baixos salários.

 

Marxista

Principais proposições: O lucro do capitalista é resultado da parcela do trabalho não remunerada do trabalhador, a mais-valia. Os salários sempre estarão no nível de subsistência porque sempre haverá trabalhadores desempregados, o exército de reserva. Os capitalistas sempre introduzirão novos métodos capazes de aumentar a produção por trabalhador. Mas com o salário sempre estagnado no nível de subsistência, a taxa de mais-valia aumentará. Isto levará à superacumulação de capital, pois a mais-valia será utilizada para introduzir mais máquinas na produção. Com maior composição do capital (capital constante) em relação ao trabalho (capital variável), a taxa de lucro declinará. A única forma de resolver este problema é destruir capital constante em crises econômicas. Em poucas palavras, o sistema capitalista é propenso à superexploração dos trabalhadores e às crises frequentes. Nem todos os economistas marxistas são favoráveis à revolução comunista. Alguns utilizam o marxismo apenas para entender como a economia funciona, mas defendem soluções social-democratas. Estes são, às vezes, chamados de marxianos.

Data: Surgiu por volta de 1860, quando Marx, morando na Inglaterra, passou a enfocar a Economia Política. Sempre a atenção aumenta quando tem alguma grande crise da economia capitalista mundial.

Descrição: Heterodoxa

Uso de linguagem matemática: Baixo

Principais proponentes mortos: Karl Marx (dããã), Friedrich Engels, Rosa Luxemburgo, Rudolf Hilferding, Paul Sweezy

Principais proponentes vivos: Yanis Varoufakis, Marcio Pochmann, Paul Singer

O que seus proponentes amam: O proletariado

O que seus proponentes odeiam: A burguesia

Onde é forte: Os marxistas são um ou outro gato pingado em diferentes universidades. Alguns, embora tratem de temas econômicos, não lecionam/pesquisam em departamentos de economia, e sim de outras ciências sociais

Principais críticas: Além das críticas relacionadas às experiências socialistas do século XX, pode se dizer que as previsões sobre estagnação dos salários em economias capitalistas foram catastróficas demais. Alguns críticos apontam ainda inconsistências matemáticas na mais-valia.

 

Feminista

Principais proposições: A teoria econômica ortodoxa tem viés masculino, e por isso precisa ser modificada para ser mais inclusiva. Para isso, precisa dar mais atenção a questões como a contabilização do trabalho não remunerado, conflitos entre diferentes agentes dentro do mesmo domicílio (não enxergando mais o domicílio como unidade de análise da teoria do consumidor), possibilidade de outros comportamentos além de racionalidade/maximização/competição, discriminação por gênero e etnia no mercado de trabalho.

Data: Primeiras discussões surgiram por volta da década de 1960, consolidação na década de 1980

Descrição: Heterodoxa

Uso de linguagem matemática: Médio

Principais proponentes mortos: Ester Boserup

Principais proponentes vivos: Marilyn Waring, Julie Nelson

Onde é forte: Há alguns departamentos de Economia, principalmente nos Estados Unidos, que oferecem disciplinas sobre o tema. Existe a International Association for Feminist Economics.

 

Na Microeconomia, também existem divergências de pensamento entre diferentes correntes, embora estas divergências sejam menos quentes. A corrente neoclássica/ortodoxa/mainstream considera a existência de empresas maximizadoras de lucro que se defrontam com curvas de custo médio em formato de U (primeiro o custo de produção de cada unidade cai à medida em que a quantidade produzida aumenta, mas a partir de um determinado patamar de produção, o custo passa a subir). Abordagens alternativas/heterodoxas consideram a existência de curvas de custo que na verdade são retas (custo por unidade constante, independente da quantidade produzida) e de empresas que seguem rotinas ou tentam crescer, ao invés de tentar maximizar o lucro.

 

Fiz este texto com auxílio de

Snowdon & Vane (2005) Modern Macroeconomics: its origins, development and current state

Algumas consultas à Wikipedia

http://www.pragcap.com/a-cheat-sheet-for-understanding-the-different-schools-of-economics/

tribos pensamento econômico

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