8 de março: Dia de LUTA.

Dia 8 de março é marcado pelo Dia Internacional da Mulher, uma data histórica que teve seu início marcada por muita luta, e ao mesmo tempo, por muito sangue! Centenas de mulheres foram mortas e queimadas por estarem lutando por seu espaço no mercado de trabalho, na sociedade e no mundo.

Fonte: Divulgação.

Atualmente a mídia transformou esta data em algo comercial, como todas as outras. Ser mulher é motivo suficiente para ganhar presentes, flores, chocolates, etc. O que não costuma ser falado e debatido nesta data é justamente sobre o que ocorre na vida real das mulheres:

No mercado de trabalho, sofremos com a desigualdade de salários e hierarquias.
Na política, nosso espaço é reduzido.
Na rua, somos alvos de cantadas, assédios e piadas.
Nossa roupa é indecente. Nosso cabelo tem que ser liso, comprido e não deve ser chamativo. Nossas pernas tem que estar depiladas, assim como as axilas. Nosso corpo tem que ser magro. Nossa maquiagem tem que ser discreta. Nossas unhas devem estar sempre pintadas, mas de cores claras.

Quando as mulheres engravidam, alguns homens abandonam. Nós, não podemos. Somos julgadas por sermos mães solteiras, por ser mãe e pai ao mesmo tempo, sozinhas, e não conseguir educar nossos filhos da melhor forma. Em casa, temos que ser mães, donas de casa, cuidar do marido e trabalhar fora. E é no conforto do nosso lar que somos ameaçadas pelos nossos companheiros. Ameaças físicas, emocionais e chantagens das mais diversas formas. Mortes… F-E-M-I-N-I-C-Í-D-I-O-S!
Mulheres negras, além de tudo isso citado anteriormente, tem que conviver com o racismo que reflete na falta de oportunidades, violência, discriminação, etc.

Chamam mulheres lésbicas de sapatão. Travestis, Transexuais e Transgêneros são putas. Mulheres bissexuais são indecisas e safadas. Mulheres pertencentes ao grupo LGBTT sofrem em dobro, pois além de todos os cuidados por ser mulher, ainda precisa lidar com a homofobia e as mais diversas formas de preconceito.

Fonte: Divulgação.

As estatísticas mostram que:

“– 55% dos homens admitem ter xingado, empurrado, ameaçado, ter dado tapa, impedido de sair de casa, proibido de sair à noite, impedido o uso de determinada roupa, humilhado em público, obrigado a ter relações sexuais, entre outras agressões às parceiras;
– 48% dos homens acham errado a mulher sair sozinha com os amigos, sem a companhia do marido, namorado ou “ficante”;
– 43% dos jovens afirmaram já terem visto a mãe ser agredida pelo parceiro;
– 41% das pessoas entrevistadas conhecem alguém que foi violento com a parceira

Precisamos reconhecer o machismo da nossa sociedade e das nossas instituições para combatê-lo! Precisamos falar de gênero nas escolas, precisamos de ações que previnam e enfrentem todas as formas de violência, precisamos de delegacias da mulher e de abrigos com atendimento especializado!

Relatório completo da pesquisa aqui (Dados Instituto Avon e Data Popular, 2014).
Publicado por Coletivo Feminista Casa da Mãe Joana em Sexta, 4 de março de 2016.”

É por esses motivos e tantos outros que esta não é uma data para se comemorar. É uma data para refletir, para ajudar, para ouvir e estender à mão a todas as mulheres.

Não dê flores nem presentes… Troque-os por mais respeito, mais carinho, mais amor e MENOS DOR.
As flores eu ofereço à todas as guerreiras que infelizmente não conseguiram escapar desse mundo cruel e hoje não estão mais entre nós.

Hoje o dia é de LUTO e ao mesmo tempo, um pedido de PAZ!

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