Stephen Krugman defende o financiamento privado de campanha eleitoral

Stephen Krugman não existe. Ele é um personagem criado com o objetivo de satirizar a nova safra de “pensadores” de direita existente no Brasil. Neste texto de 2014 (só com algumas citações diferentes do original), ele explica porque é a favor do financiamento privado de campanha eleitoral, por pessoas jurídicas. Nenhum texto a favor do financiamento empresarial é tão sincero quanto este. Na verdade, todos que defendem o financiamento empresarial pensam assim, mas têm receio de admitir. Argumentos como o de “mais transparência” ou “vai ocorrer de qualquer maneira, então é melhor regulação do que clandestinidade” são pura enrolation. Quem usa esses argumentos quer apenas ganhar mais aceitação. Mas os motivos que fazem defender o financiamento empresarial são os do Stephen Krugman.

 

Por que o financiamento público de campanha é uma ideia pervertida e pecaminosa

Por Stephen Krugman

Em meio a tantos impostos, tanta bandidagem, tantos programas sociais que incentivam a vagabundagem, tantos políticos populares exibindo baixo nível cultural e envergonhando nosso país, surge mais um motivo para os cidadãos de bem brasileiros acordarem: a tentativa de instituir o financiamento público de campanha. O sistema político, que já é ruim, tenderá a ficar péssimo. Por enquanto, poucas vozes se levantam contra esta perversidade. Honrosas exceções são o ministro Gilmar Mendes e os colunistas Merval Pereira e Bolívar Lamounier, homens de elevada grandeza moral e intelectual. Infelizmente, eles são um pouco temerosos de explicar profundamente porque o financiamento público de campanha é uma grande inversão de valores, com medo de recepção ruim que podem encontrar em um país mergulhado há muito tempo no politicamente correto gramsciano.

Já é um completo absurdo cada habitante do país ter número igual de títulos de eleitor, ou seja, um, independentemente de quanto contribuem para a geração de riqueza no país. O voto de um grande realizador como o Senor Abravanel ou o Antônio Ermírio de Morais vale tanto quanto o voto de um vagabundo que vive de Bolsa Família. Como os vagabundos são a maioria, é o voto deles que decide quem serão nossos líderes. Um bom medidor da qualidade de um líder político é o quanto os ricos aprovam este líder, porque se os ricos são aquelas pessoas que tiveram competência para gerar riqueza, são estes os mais habilitados para decidir como um país deve ser administrado. Dizem que o João Goulart tinha apoio da maioria dos pobres e que isto foi demonstrado em uma pesquisa de opinião. É verdade. E naquele tempo, os cidadãos de bem foram às ruas para clamar por sua deposição. Isto é a prova de quanto aquele presidente era de qualidade inferior, pois era popular entre quem não prestava e impopular entre quem realmente tem a opinião que deve ser considerada relevante. Não é à toa que a economia brasileira vivia um período de estagflação, e quando chegou o governo pedido pela Marcha da Família, a economia brasileira deslanchou. Mais recentemente, houve um presidente com imensa popularidade entre os pobres e com bem menor popularidade entre as pessoas que prestam, e foi uma pessoa de baixo patamar e um presidente de baixo patamar. Não precisa mencionar o nome. Os pobres são pobres porque são incapazes de administrar seus próprios recursos, portanto, são incapazes de opinar sobre como os recursos de um país devem ser administrados. Todos nós sabemos que quando pobre fala com as cordas vocais, só sai merda. Quando ele fala com os dedos na urna eletrônica, também só pode sair merda.

O financiamento privado de campanha permite neutralizar parcialmente a super-representação dos desqualificados ao permitir que os ricos ofereçam dinheiro para as campanhas dos candidatos decentes. Dessa maneira, é possível a eleição de bravos e honrosos parlamentares como Eduardo Cunha, Ronaldo Caiado, Duarte Nogueira e Onyx Lorenzoni, que atuam com coragem e brilhantismo na defesa do livre mercado e da propriedade privada, e impedem que o Brasil afunde em direção ao socialismo. Mikail Gorbatchev foi premiado por um Nobel da Paz por ter acabado com o comunismo na Rússia. O que ele fez foi simplesmente tentar transformar a Rússia em um país de socialismo europeu ocidental, que é quase tão nefasto quanto era o comunismo soviético. Eduardo Cunha é muito mais merecedor do prêmio, pois vem impedindo que o Brasil se transforme em um país comunista e vem defendendo o verdadeiro capitalismo. Se não fossem os parlamentares que mais dependem do financiamento privado, já teriam sido aprovados projetos de lei imorais e pervertidos que facilitariam a expropriação de terras, criariam impostos sobre grandes fortunas, punindo quem trabalha, e regulariam os meios de comunicação, impedindo que as emissoras de televisão cumpram seu papel de combater o comunismo. Não é à toa que os principais defensores do financiamento público são aqueles que querem punir os bem sucedidos, inchar o Estado, reduzir as liberdades de mercado e solapar os valores cristãos, que são a base de uma sociedade saudável.

Embora bem intencionados, estão equivocados aqueles que lutam contra o financiamento público de campanha dizendo que “o dinheiro de nossos impostos deve ser usado para a educação e a saúde, e não para sustentar campanha de político”. Estão corretos quanto à necessidade de combater o câncer do financiamento público, mas os motivos devem passar longe destes mencionados. Defender que os indolentes devem ter “gratuitamente” serviços de educação e saúde com a mesma qualidade desfrutada por quem trabalha e guarda dinheiro para pagar por estes serviços, é uma inversão de valores. Defender o uso de rios de dinheiro de impostos pagos pelos cidadãos de bem para financiar educação e saúde gratuita para vagabundo é reproduzir o discurso dos defensores do financiamento público de campanha. Quando até os pretensos adversários do comunismo recorrem a argumentos tipicamente comunistas para supostamente combater o comunismo, percebemos que nosso país está afundado no marxismo cultural.

 

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